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A dor de um trauma…

22 jan

violencia

Ficamos traumatizados pelos mais diversos motivos: assalto, seqüestro, doença, falecimento de alguém querido, falência, a perda do emprego, violência e por aí vai. Tudo deixa marcas, ou melhor, a gente deixa as marcas ficarem.

Recomeçar após qualquer situação traumática é bem complicado, por causa do medo de sentir tudo de novo aquilo que doeu. Uns até conseguem, mas fica sempre aquele resquício, o friozinho na barriga que de vez em quando teima em aparecer, nos dizendo que tudo pode se repetir. Mesmo por que, sabemos a realidade que vivemos: total falta de segurança.

Pior mesmo é quando não se pode esquecer, quando o trauma leva a conseqüências bem piores, como a síndrome do pânico ou a própria depressão.

Mas como dizer pra si mesmo que é preciso se acalmar, que é preciso deixar os fatos no passado e continuar?

Dr. Jorge Lordello, relata bem essa situação no texto Traumas Pós-Violência:


Você já foi vítima de um ato de violência e ficou traumatizado? A violência faz parte do mundo animal. Os predadores atacam suas presas por uma questão de sobrevivência. Todo predador tem seu dia de presa e toda presa tem seu dia de predador.

Um animal quando ameaçado pode lutar, fugir ou se tornar totalmente imobilizado, fazendo-se de morto. Se qual for à reação, de acordo com o Dr. Peter Levine, ele passa por uma fase de hiperexicitação, com liberação intensa de catecolaminas (hormônios liberados durante situações estressantes), seguida por uma fase de constrição, em que há uma focalização na ameaça e tudo em volta fica despercebido. O antílope, quando atacado pelo leopardo, não tem saída: faz-se de morto e, muitas vezes, o leopardo não se sente motivado para comer uma presa já morta. Minutos após da imobilização com tremores, há principio um pouco desorientado, mas logo em seguida se recupera disso e volta  a ser o mesmo antílope, sem nenhuma seqüela emocional ou física.

Nós, seres humanos, temos também essa opção, só que na maioria das vezes não a exercitamos. O animal completa o ciclo fisiológico e volta ao normal.

O ser humano, quando violentado, assaltado, humilhado ou submetido a qualquer outro ato de violência pode carregar seqüelas emocionais por muito tempo, se não cuidado e tratado, pelo resto de sua existência. O ciclo se autoperpetua, causando o stress pós-traumático.

Mas por que não fazemos o mesmo  que o antílope? Porque revivenciamos a cena sem nos livrarmos dela. O Dr. Peter Levine no livro “Walking The Tiger” narra uma experiência interessante:

No dia 5 de julho, no final da década de 80 um indivíduo entra numa loja de conveniência às 6h30 da manhã. Segurando seu dedo no bolso e simulando um revólver, exigiu que a pessoa do caixa entregasse a ele todo o dinheiro da gaveta. Após coletar em torno de 5 dólares em moedas, retornou para seu carro onde permaneceu até a chegada da polícia. Quando a polícia chegou, o indivíduo saiu do carro, e com o dedo outra vez no bolso, anunciou que tinha um revólver e que todos deveriam ficar afastados dele. Por sorte, foi levado preso sem ter sido baleado. Na delegacia o policial que levantou sua ficha criminal constatou que ela já havia sido preso por 6 assaltos nos últimos 15 anos, todos às 6h30 da amanhã do dia 5 de Julho. Após saber que o assaltante era um veterano de guerra foi encaminhado para o Hospital Psiquiátrico onde o médico Dr. Bessel Van Der Folk teve a oportunidade de atendê-lo e fez a seguinte pergunta: ”O que aconteceu com você no dia 5 de julho às 6h30 da manhã?”. Ele respondeu que estava no Vietnã e seu pelotão foi atacado por vietcongs. Todos foram mortos, menos ele e seu amigo Jim. A data era 4 de julho. Escureceu rapidamente e os helicópteros americanos não puderam resgatá-los. Eles passaram uma noite horrível juntos, escondidos numa plantação de arroz, cercada por inimigos. Às 3h30, Jim  foi atingido com um tiro no tórax, vindo a falecer nos seus braços às 6h30 do dia 5 de Julho. O veterano de Guerra, todo o dia 5 de Julho, quando não se encontra atrás das grades, comete o crime de assalto.

Um trauma pode ser caudado por diferentes atos de violência. Pode começar durante a vida intra-uterina (marido chutando a barriga da mulher grávida), durante o parto (um fórceps mal aplicado), a morte de um ente querido, uma doença, um acidente, o fato de presenciar um ato de violência (criança que vê seu pai agredindo fisicamente sua genitora), cirurgia etc.

Devemos (sozinhos ou com ajudas de especialistas) reconstruir nossa barreira protetora e devolver a nós mesmos o sentimento de poder pessoal. Lembre-se de que todo trauma é uma oportunidade para a transformação.

 

    O discípulo perguntou ao sábio:

    - Como posso livrar-me dos meus medos?

    O mestre respondeu com outra indagação:

    - Como é que você se livra de alguma coisa a qual você se agarra?

    O rapaz franziu a testa e murmurou: 

    - O senhor quer dizer que eu de fato me agarro aos meus receios? Não concordo com isso.

    E o sábio completou:

    - Você deve concordar, pois no medo você busca proteção. Descubra as coisas contra as quais se protege e, então, vai descobrir sua tolice.

 

Feliz olhar novo…

24 dez

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Obrigada Deus por tudo que me proporcionou este ano e em todos os outros de minha vida, tenho mais a agradecer que pedir ou reclamar. Que Ele continue guiando meu caminho, e também daqueles que estão ao meu lado. Que abençõe também meus “inimigos”, são apenas pessoas tentando encontrar sua própria paz.

Que Ele continue me ensinando a ter sempre paciência, discernimento, compreensão, e acima de tudo…AMOR, porque é isso que dá sentido à tudo na vida.

Deixo aqui meu desejo de Feliz Natal a todos e  que 2009 seja ainda melhor que 2008!

Deixa o mundo girar…

12 dez

 

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Sabe quando aparece alguém que diz exatamente o que você precisava ouvir naquele exato momento? Pois é, hoje me apresentaram uma música chamada ” Deixa o Mundo Girar”, de um grupo português chamado Pólo Norte. A letra é linda e merece um espaço aqui:

 

 


Quantas vezes vais olhar para trás

Estás preso a um passado que pesou

Quantas vezes vais ser tu capaz

Fazer sair quem por engano entrou

 

Abre a tua porta, não tenhas medo

Tens um mundo inteiro à espera para entrar

De sorriso no rosto talvez o segredo

Alguém que te quer falar

 

Olha em frente e diz-me aquilo que vês

Reflexos de quem conheces bem

Ouve essa voz é a tua voz

Dá-lhe atenção e a razão que tem

 

Abre a tua porta, não tenhas medo

Tens um mundo inteiro à espera para entrar

De sorriso no rosto talvez o segredo

Alguém que te quer falar

 

Deixa o mundo girar para o lado que quer

Não o podes parar nem tens nada a perder

Estás de passagem

Não o leves a mal se te manda avançar

Talvez seja um sinal que não podes parar

Estás de passagem

 

Vai aonde queres

Sê quem tu quiseres

Estende a tua mão

A quem vier por bem

 

Abre a tua porta, não tenhas medo

Tens um mundo inteiro à espera para entrar

De sorriso no rosto talvez o segredo

Alguém que te quer falar

 

Deixa o mundo girar para o lado que quer

Não o podes parar nem tens nada a perder

Estás de passagem

Não o leves a mal se te manda avançar

Talvez seja um sinal que não podes parar

Estás de passagem

Coisa Alguma

12 dez

 

 

solidao

 

Fuçando no blog Não Dois Não Um, encontrei um texto MARAVILHOSO, o Coisa Alguma de Fábio Rodrigues. Desculpe o “roubo”, mas gostei tanto que tive que postar aqui.

COISA ALGUMA
Fábio Rodrigues

“A cada dia
Vamos mais perto
Do outro, daquele,
Enfim, o certo.”

Não servirão as preces que aprendemos na infância ou essas que às vezes murmuramos. Que um homem tenha morrido, não nos serve, seu sofrimento ou o de outro – importa pouco: somos iguais em dor. Estes desenhos que você faz ainda, aqueles que eu mesmo costumava fazer. A memória, essa voz, essas imagens que nos assombram sem cessar. O esquecimento que às vezes desejo, que às vezes detesto. O filme e a música que outro dia nos fez chorar. O instrumento que eu quis tanto aprender – que nao é mais que madeira e aço. As pessoas por quem nos perdemos em paixão e a própria paixão que é a mesma, sempre. As três palavras dos que amam (as mesmas, sempre), que prometemos não esquecer – não lembramos então que prometer é desnecessário. O filho que eu temo mas terei, e o teu que não vou conhecer. A história que poderia ter sido nossa, a outra vida que sigo imaginando. O trabalho, a persistência, a resignação, o pão, a amizade e todas as coisas pelas quais nao me interessei. A soberba. O desamor. A morte. O meu medo, o meu medo sem fim. Coisa alguma nos salva.
E ademais estamos sós. Eu te falo e te ouço, tocamos as mãos e nos olhamos, às vezes, com uma pequena alegria ou um secreto desengano, e ainda assim, ainda assim não nos encontramos. Do início a um fim que entrevemos com pavor disfarçado, lado a lado, atravessamos sós.

 

Aceitação

20 nov

 

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Fonte: BRfoto

 

“Algumas situações requerem análise clara, mas apenas a análise não finaliza o assunto. A mente fica repetindo os eventos, uma vez, outra e novamente e ficamos tentando manter nossa objetividade. Mas a aceitação pode clarear os sentimentos subjetivos e nos permitir seguir com nossa vida. Aceitação não significa negar ou reprimir, mas é uma profunda sabedoria em perceber que nada mais pode ser feito para aquilo que já aconteceu. Tudo o que podemos fazer é tomar a lição e progredir para o futuro.”

Charles Hogg

Extraído do artigo A Vida em Equilíbrio

Dona Máxima

27 out

O vídeo é do Hermes e Renato (MTV), da novela “Sinhá Boça”, e repleto de besteiras, mas é uma forma descontraída de pensar: será que precisamos ser como a Dona Máxima para impor respeito?

Quem lida com pessoas, sabe do que estou falando!

 

Mensagem do Dia

8 out

Recebo diariamente mensagens da Brahma Kumaris, organização que conheci há pouco tempo e que acho muito interessante pelo fato de não estar vinculada a nenhum tipo de religião, apenas têm a intenção de mostrar a capacidade que cada um de nós temos de sentir e transmitir: bondade, amor e paz. Lembrando que sou absolutamente contra ao “comércio de auto-ajuda” que existe atualmente (alguns se salvam, mas conto nos dedos essas exceções), mas para quem quer ler algo bacana e diferente dos métodos atuais de “lavagem cerebral” fica aqui a minha indicação e um texto bem bacana retirado do site da Organização Brahma Kumaris.

Determinação

Determinação é a virtude que me capacita a progredir. Não importa quais sejam as circunstâncias ou obstáculos, se existe determinação interna, então conseqüentemente serei vitorioso. Se um erro é cometido, com determinação venço o engano. Sem esta virtude nunca poderei levar as coisas até o seu estado completo. A menos que possua esta virtude, como posso tornar minhas as outras virtudes ou livrar-me de negatividade e fraqueza?

Determinação dá força à alma. Determinação significa firmeza e perseverança. Mesmo que possa haver uma meta elevada e ideais grandiosos, sem determinação não posso trazê-los à manifestação prática. Determinação enfrenta todas as dúvidas e não as nutre. Determinação conquista a falta de esperança e traz autoconfiança. Determinação é a chave para o sucesso. Posso cultivar esta virtude percebendo que cada segundo de cada dia é uma chance única na vida para fazer esforços e alcançar purificação e para adquirir um caráter elevado por muitas vidas futuras. Se desperdiço os segundos inestimáveis desta vida, quando terei esta oportunidade preciosa novamente?

* Extraído do livro “As Virtudes Divinas”, de Kiran Coyote, publicado pela Editora Brahma Kumaris (http://www.editorabk.org.br)